segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Maníaco; por Fabio Jasmim

Gisele Almeida estava em sua casa ajudando sua mãe com um vestido de baile.
A mãe de Gisele estava ajustando um lindo vestido azul, que usaria no Baile mais tarde.
Gisele tinha 13 anos, e era muito prestativa e inteligente. A família Almeida, morava em uma linda fazenda, e Gisele era filha única.
O Sr. Carlos Almeida, pai de Gisele, estava descascando uma laranja, enquanto admirava seu belo e velho smoking preto, pensando no grande baile que trajaria com ele à noite.
Brutus, era um grande cachorro que havia na fazenda, um pastor alemão imenso, e fiel. Fazia sempre companhia a Gisele, que o adorava.
Ao cair da noite, Gisele estava fazendo seus trabalhos do colégio, enquanto observava a animação de seus pais nos preparativos para a festa que iriam.
Por volta das 20:30h, Sr. Carlos já estava com seu belo smoking, e Lúcia (mãe de Gisele), estava linda no seu vestido.
Sr. Carlos se dirige para Gisele e diz:
- Voltaremos de madrugada, não fique acordada até tarde, e não se esqueça de colocar o Brutus p/ fora.
(Gisele) - Pode deixar.

Gisele se despede dos pais, e volta para a sala, onde estava ligada a TV.
Brutus estava deitado no tapete.
Gisele dizia que colocava Brutus p/ fora de casa sempre, mas tinha um esquema:
Ele saía pela porta da frente, dava a volta na casa, e entrava pela janela do quarto de Gisele, que ficava estrategicamente aberta para a chegada do cão, que todas as noites dormia debaixo da cama de Gisele. Os dois eram inseparáveis.

Fazia muito frio naquela noite. Gisele desliga a TV, e continua a fazer suas lições, ouvindo a rádio local.
Foi então que ouviu a seguinte notícia:
- Foge do manicômio, um psicopata muito perigoso, a polícia está a procura dele desde as 19h. Mantenham a atenção dobrada até a captura do louco.

Gisele fica pálida no mesmo momento em que ouve a notícia, pois o manicômio ficava há uns 5 Km de sua fazenda.
Se ajoelha, e reza pedindo proteção a Deus.

Já se passavam das 22h, quando Gisele preparou um chocolate quente, tomou e foi para seu quarto.

Gisele, já estava mais calma quanto o fato de ter um maníaco a solta, pois Brutus estava sempre ao lado dela.

Ela se deitou na cama, desligou o abajur e se cobriu para dormir.
Antes de fechar os olhos, ela colocou a mão em baixo da cama e foi recebida a lambidas do fiel cão.
Tranquila, Gisele dorme.
Ela acorda no meio da noite, achando ter ouvido um barulho na casa. Ficou em silencio, mas não ouviu nada.
Levou a mão embaixo da cama, e novamente foi recebida a lambidas.
Um barulho vinha do banheiro, uma goteira na pia.
Um pequeno barulho como esse, no total silencio, se torna insuportável.
Mas Gisele não estava disposta a se levantar p/ ir fechar a torneira corretamente.
Porém, não conseguia dormir com aquelas gotas soando.
Levou a mão novamente embaixo da cama, e mais uma vez, lambidas receptivas.
Tomou coragem e se levantou para fechar a torneira que não deixava ela dormir.
Acendeu a luz do corredor ainda meio sonolenta e se dirigiu ao banheiro.
Ao abrir a porta do banheiro, ela acende a luz. Seu corpo inteiro foi tomado por um terrível pavor.

Pendurado pelo rabo, no chuveiro, estava Brutus, com a garganta cortada.
O chão do box, estava lavado de sangue, que ainda gotejava da garganta do cão.
Na parede de azulejos brancos, estava escrita com o sangue do animal, a seguinte frase:

"MANÍACOS TAMBÉM LAMBEM MÃOS!!!"

Fim.

<><><>
Conto de autoria de Fabio Jasmim. Todos os direitos autorais reservados ao autor desta obra.

Nenhum comentário: